viver

normalidade cientifica ou anormalidade especifica
do ser que não sou?
apanhada desprevenida na armadilha da vida?
quero sair e não consigo.
não tenho medo do que vem mas sim do que é e está.
terei de esperar para poder escapar ou apenas deixar de pensar?
sei que nao é na minha época que isto renovará.
mas nao escolho nenhuma opção.
prefiro esperar com os sentidos encobertos
para nao ter a tentaçao de desmoronar.
quem nasce com mais do que corpo parece nunca mais viver,
desde o dia em que percebeu onde está,
no primeiro dia em que começou a pensar e a tentar sobreviver.

Dedicado a: Avó Noélia

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