Fugir? Palavra forte.
Talvez apenas queira contornar o meu caminho.
Partiste com o que “partiste”.
Deste forças para desistir do que não existia.
Num segundo, mil horas tornaram-se zero.
Simplesmente sinto-me mal ao te ver passar.
Sinto vergonha de mim própria, por ter me deixado tocar.
Baixo a cabeça, desvio o olhar.
Máscaras de Carnaval que se encaixam no memorial.
E deixam marcas para um futuro.
Não influencia mas bate forte.
Ao pensar que me marcaram até à morte.
Sinto-me fria e ao mesmo tempo quente.
Por saber ficar viva, quando chega o ultimo parágrafo.
Dás-me razões para te odiar e eu dou-te para eu desaparecer.
Não tenho intenções de aí ficar.
Espero apenas que não tentes reviver.
Talvez até seja simplesmente medo.
Mas não ando, nunca mais, no teu caminho.
Hei-de contorna-lo para quase sempre.
Até que resolvas o destino.
Não te quero mal, desejo que tentes mudar.
E aprendas, que com os erros é para se ensinar.
E não para continuar.
Dedicado a: Bruno Polónio
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