Juventude, para onde queres ir?
Qual o caminho que escolhes para seguir?
Sigo contigo ou o atalho é à toa?
Não me deixo levar no ar, gosto de navegar à minha proa.
Sou a banalização de se ser excentricamente original
E a complexidade de se ser meramente banal.
Detesto esta sociedade que nos educa a ser normais,
Proíbe e impõe, até nos tornarmos canibais.
E para veres que não minto e sou como tal
Afasto-me da maioria, que me rodeia, numa colmeia oval.
Vejo isso sim, abelhas, todas com o mesmo fardamento,
Que fazem as mesmas coisas, obedecem às mesmas ordens,
Vivem literalmente com a cabeça ao vento.
Tu, que apanhas do ar todas as referencias,
Tens medo de te afirmar e de cometeres informais imprudências.
Não tentas passar muito tempo fora sem ter de pedir uma autorização
Não arriscas a ser diferente, a ter o futuro na tua mão.
Não distingues a verdadeira violeta da plastificada rosa
Até preferes esse moderno material, com a desculpa de ser mais charmosa.
Vives em pólen poluído, mas não fazes nada para o salvar.
Se por um lado queres voar para longe, porque não alto voar?
No fundo não passas disso mesmo, de uma colmeia obedecida.
Colmeia que passa de geração em geração, igual à anterior e até talvez mais vencida.
Por vezes distingues-te da sociedade, ao mostrares mais ambição…
Mas no fim não vale de nada, pois não arredas os pés do chão.
Dedicado a: Brazes de Portugal
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